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terça-feira, julho 24, 2007

A DANÇA DOS COLIBRIS (104)


Quando o beija-flor

Vem beijar a flor

Na ânsia do frescor

Aos céus vai se expor

Exalando o perfume do Amor.


Das asas a bater

Parecem não se mover

Teu sobrenome Veloz há de ser

De domínio do ar tens poder

Em ver-te tenho imenso prazer.




Palhoça/SC

04/01/07


D_C_M

sexta-feira, julho 13, 2007

AMOR VERSUS PAIXÃO (163)


É travada a batalha dos séculos...

As trombetas soam o início da emoção

Façam suas apostas! e usem óculos

Pois fácil os confundirão: Amor versus Paixão.


Lá das arquibancadas só se escuta:

– Vai lá Paixão!... – Tô contigo Amor!...

A multidão frenética dita um vencedor

Que confirmar-se-á no campo da luta!


Nos golpes rápidos a Paixão leva vantagem

Mais o Amor retribui com a força que tem

E segue... um faz sofrer e o outro abre feridas

E de tão acirrado finda sobrando às torcidas


E até hoje os destroços esvoaçam à multidão

Deixando seqüelas nos assíduos espectadores

Que mesmo assim inda gritam horrores:

Amor versus Paixão: qual há de ser campeão?




07/06/07

Rio Branco.


D_C_M

sábado, julho 07, 2007

ABRAMOS OS OLHOS! (129)


Abramos! Abramos!

Abramos os olhos à luz

Pálida luz rente ao crepúsculo

Da tarde mansa em revoa.

Abramos... Abramos...

Abramos os olhos à luz

Ao fio de luz na tênue corda

Bambeando ao dorso matinal

Sigamos pelo eterno caminho.

Cruzando vales de face oculta

À sombra verde da mata não mais virgem.

Embebedamos da límpida água da vida

No pé da parede montanhosa.

E sigamos...

Abrindo os olhos!




16/02/07
Rio Branco


D_C_M

segunda-feira, julho 02, 2007

NADA AO ESPELHO


O espelho não pode mascarar meu olhar,

Perfil de um mito imperturbável.

Não sirvo de reflexo exemplar...

Inda menos sou brinquedo maleável.

Amo o mundo, e nele, ninguém... e todos!

Não sofro excesso de rigor e idade;

Nunca refiz o caráter dos tolos;

Nem gozei de extrema liberdade;

Não me insiro no sistema de moda e normalidade;

Não procuro uma cara metade em afeto

Porque já sou um ser completo,

Imperfeito e perfeito em calamidade,

Coerente, destemido e mal-feito

Na forma e na substância

Eloqüente da palavra e do leito

Provido dos fundos enraizados de elegância.

Sou a força do vento que faz a curva

No estreito das correntezas de ar

Onde na frieza da relva cálida e turva

Despeja suas gotas de 'nada' e vai amar...






Escrito por Edileia / Diego Melo

Poema campeão do 8º concurso literário (duetos) de Luso-Poemas.

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