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segunda-feira, outubro 15, 2007

E só.




...Das páginas contidas naquele livro, a que mais me fascinou, me interessou, me chamou toda a atenção, foi aquela em que dizia: - Por mais que tudo isso pareça absurdo, o epicentro da questão está em vê-lo(a) [vê-lo(a)? sim! tudo o que você imaginar ser!] como uma luz... não observá-la como tão somente uma simples luz, mas como o fio de luz que te dita os passos, que vai contigo aonde quer que vá, que incite inspiração, e principalmente que 'ilumine' tudo o que te aparecer na frente (pois com uma lanterna é bem melhor caminhar no escuro!).

Mas sabe... preferia eu, que tudo o que fosse 'luz' estivesse dentro de mim. Não sei bem, mas pra poder catar as pedras do caminhos e seguir, antes é necessário REVIVER essa 'luz'.

Você também pensa assim? Bom... pelo convívio cotidiano, percebe-se muitos atritos, e relapsos de gente ao lado. Mas, de uma certa forma (que eu não sei qual é!), temos algo desse tipo (luz? você que denomina!) e é bem mais transparente quando estamos ao lado de alguém incentivador (que esbanja graciosidade e simpatia).

Estou dizendo coisa com coisa não é?! Pelo menos é uma forma de falar coisas... e mais coisas... em cima de outras coisas (ehehe). Tá bom, já chega disso! Agora vai um poeminha pra 'desencargo de consciência' (Prof. Valadares quem declamou a tão nobre frase! heuheuheua).

Então lá vai:


E só. (160)


No começo de um fim

Espalham-se os cacos térreos

Da camada sombria de cima

A melodia que esturra nos vácuos

O eco que invade as saliências

O filho do vento que brota

Por entre o orvalho das campinas

Frescos ardores refrescam a dor

Patifes já não somam esforços

Tudo demora a crescer ligeiro

Provém de gotas d’água sólidas

Que ao término das raízes magras

Diluem seus afluentes cortantes.

No intermédio pouco se cria muito

Por que nele se finda curioso o errado

Só é preciso atenção e re-atenção

Não se tem tempo de explicar a retórica

Pouco mede a métrica satirizada

Pois alguma coisa acontece nessas linhas

Nessas linhas de lã escorridas pela face

Transitando por ramais incompletos

Canais subterrâneos obscuros ao ar

Suspiros de luz envoltos em tom de fundo

Do fundo que finda o começo.

Só é o começo...

E só.

26/05/07

Rio Branco.



quarta-feira, outubro 03, 2007

DOS ANDARILHOS (176)






Em meio ao desespero, continuamos...

Na estrada dos andarilhos em júbilo

Pelos corredores obscuros e vazios do caminho

Atravessando faixas de luz e ósculos

Que teimam em ressurgir por encostas.

E os latentes ventos do Sul

Ganharam força demasiada

Ao longínquo avistam-se os seus afluentes

Corriqueiros andarilhos em júbilo

Que percorrem trilhas em aberto

De sutilezas humildes da gratidão

Perfazem o perfil das multidões.

E em meio ao desespero, continuamos.

E continuaremos...

Ao som as orquestra dos mecanismos.

E ainda assim continuaremos

Na estrada dos andarilhos em júbilo.









26/07/07
Rio Branco.


Di. M. ©

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